História do Kwanza

Em 1981, 1984 e 1986 foram adoptadas pequenas alterações, através dos Decretos 7/81 de 28 de Janeiro e 27/86 de 13 de Dezembro, para garantir maior segurança da moeda e combater as falsificações que foram introduzidas no mercado.

Quando o preço do petróleo caiu de 30 USD para 13 USD/barril em 1986, fez-se sentir mais fortemente a sobrevalorização da moeda nacional, que tinha uma taxa de câmbio fixa de 30,214 Kwanzas por cada dólar norte-americano.

Em 1990, durante o período de transição do modelo socialista para uma economia de mercado, substituiu-se o Kwanza pelo Novo Kwanza (AON), criado pela Lei 12/90 de 22 de Setembro, da Comissão Permanente da Assembleia do Povo.Moeda996

Para esta nova moeda, as moedas metálicas da moeda anterior mantiveram-se e as cédulas antigas do Kwanza, criadas pelos Decretos 7/81 de 28 de Janeiro e 27/86 de 13 de Dezembro, foram impressas com os dizeres “NOVO KWANZA” para representar a nova moeda.

A Lei nº 20/91 de 8 de Junho veio autorizar o Banco Central a emitir as notas criadas pela Lei nº 12/90, colocando em circulação as notas de Nkz 5.000, Nkz 1.000, Nkz 500 e Nkz 100.

O Governo desvalorizou o Novo Kwanza em 18 de Março, 18 de Novembro e 28 de Dezembro de 1991, e no final do ano 1 dólar norte-americano equivalia a 180 Novos Kwanzas.

A Lei 10/92 autorizava o Banco Nacional de Angola a emitir notas de NKz 10.000 e moedas metálicas de Nkz 100 e 50.

A inflação e a consequente expansão monetária e subida dos preços conduziram à aprovação da Lei 7/93 de 2 de Julho, que autorizou a emissão de notas de Nkz 100.000 e Nkz 50.000. A Lei nº 9/94 de 19 de Agosto introduziu a nota de Nkz 500.000.

A moeda nacional estava de tal modo desvalorizada, que em 2005 Nkz 500.000 correspondiam a 0,15 USD, o que motivou à criação de uma nova moeda, o Kwanza Reajustado (AOR), através da Lei 4/95 de 1 de Julho. 1 KzR equivalia a 1.000 Nkz.cedula-de-angola-de-1000-kwanzas-mbc-14553-MLB4591504269_072013-F

A Lei nº 5/95 de 1 de Julho autorizou a emissão de notas de KzR 10 mil, 5 mil e mil. Como a moeda continuava a ter um poder aquisitivo reduzido, foram introduzidas notas de maior valor facial com a Lei 10/96 de 26 de Abril, com a entrada em circulação de notas de KzR 5.000.000, 1.000.000, 500.000, 100.000 e 50.000.

Em 1999 foi aprovado um pacote regulamentar que introduziu a liberalização das taxas de juro e de câmbio e os Títulos do Banco Central.

Para simplificar procedimentos contabilísticos e aumentar o poder de compra da moeda nacional, introduziu-se novamente o Kwanza (AOA), com a Lei nº 11/99 de 12 de Novembro, com a equivalência de 1 Kwanza = 1.000.000 Kwanzas Reajustados.

As novas notas e moedas do Kwanza passaram a circular em Dezembro de 1999, conforme a Lei 12/99 de 12 de Novembro, com notas de Kz 100, Kz 50, Kz 10, Kz 5, Kz 1 e moedas de Kz 5, Kz 2 e Kz 1.

O Kwanza Reajustado tornou-se nulo em 2000, com o Aviso nº4/00 de 31 de Março, mas o período de troca foi até 2005, por autorização do Banco Nacional de Angola.

Em Dezembro de 2003 foi publicada a Lei 30/03 de 30 de Dezembro, que autorizou a emissão de notas de Kz 10 mil, Kz 5 mil, Kz dois mil, Kz mil, Kz 500 e Kz 200. As de 5 mil e 10 mil não chegaram a entrar em circulação, apesar de ter sido autorizada a sua emissão.

Mais recentemente, com a Lei nº 20/12 de 30 de Julho, o BNA colocou em circulação uma nova família do Kwanza, através dos bancos comerciais e outros agentes económicos, destacando-se das notas da série de 1999 pela melhoria das características físicas e elementos de maior segurança, cumprindo com os requisitos usados a nível internacional.

As notas do Kwanza da família de 1999 continuaram válidas até 31 de Dezembro de 2014.

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